sábado, outubro 28, 2006



Autor desconhecido

quinta-feira, outubro 26, 2006

Quem te prende e regula?

Citaçãozinha foda:

"Os homens estão preparados para a liberdade civil na proporção exata de sua disposição a controlar seus próprios apetites com cadeias morais. A sociedade só pode existir se um poder de controle sobre a vontade e os apetites for colocado em algum lugar; e quanto menos houver dentro de nós, tanto mais haverá fora de nós. Pois está ordenado na eterna constituição das coisas que os homens de mente destemperada não podem ser livres. Suas paixões forjam suas próprias algemas." (Edmund Burke)

terça-feira, outubro 24, 2006

Finalista do prêmio Digital Camera Photographer of the Year 2006

By Salahudin

Nova tag - Fotografia

O Blog Branco está muito... branco. Resolvi postar por aqui algumas fotos que gosto nas minhas andanças por ai, pretendo manter o crédito sempre que possível. Espero que gostem...

terça-feira, setembro 26, 2006

Prazer, instinto e amor - Parte I

Dizem que o homem trepa por prazer, é verdade, mas o mais correto seria dizer que *também* é verdade. O homem na verdade trepa por três motivos.

Ele trepa por prazer, é físico, ele gosta de olhar, de pegar de apertar, de meter, de lamber, de sentir tudo aquilo que o excita. É um sentimento puramente carnal onde um simples "diz que me ama" da parceira pode acarretar em uma broxada irreversível. Diz que me ama um caralho! Eu quero é te comer minha filha! É isso que ele pensa na hora. Ele pode sentir prazer de outras formas que não o puro sentido. Satisfazer a parceira e vê-la extasiada, pode ser uma tremenda massagem no ego, é um prazer diferente. Mas é prazer ainda assim.

Ele também, trepa por instinto. Um dos grandes prazeres do homem no ato sexual é o sentimento primitivo de domínio, não sobre a mulher, assim de forma machista e simplista, mas sobre o grupo ao redor dela e de si mesmo. É se sentir o macho alfa, o que teve qualidades suficientes pra conquistar e ser digno de estar lá, é se sentir atraente o suficiente pra receber a permissão de entrar na segunda maior intimidade de uma mulher. - Sim, segunda, já que na mente de uma mulher só entram outras mulheres e cabelereiros. - Trepar é escriturar a posse sobre a fêmea. Por isso que ao se sentir enciumado, ameaçado, o primeiro desejo de um homem é trepar, normalmente de forma selvagem e feroz. É um instinto animal de demarcação de território, de auto-afirmação.

Mas o homem também trepa por amor. É quando ele esta ali olhando a sua parceira cara a cara, vendo a mãe dos seus filhos, a companheira pro resto da vida. É quando ele sente prazer e dá prazer de forma espontânea, onde o contato de pele com pele, o beijo, o carinho, valem mais do que qualquer outra coisa. Quando o homem trepa assim, ele nao trepa, ele faz amor, ele nao termina, levanta e vai no banheiro, ele nao vira e dorme, ele desaba como uma criança nos braços da sua amada, e a abraça, e deseja la no fundo do seu coração que aquele momento seja eterno enquanto dure mas que sua efemeridade se repita pela eternidade.

Seria muito bom se estas três formas fossem heterogêneas, mas não são, assim como de três cores se faz uma parada gay inteira. Dessas três formas sai uma salada tão grande de sentimentos que nem uma reunião de 6 meses da Marta Suplicy com Dráuzio Varela seria suficiente pra começar a explicar. Portanto garotas, saibam que um homem trepando selvagem e violentamente como um maníaco sexual que acabou de sair de uma temporada de 10 anos numa solitária, pode na verdade ser um homem doido pra chorar nos seus braços como uma criança e simplesmente não sabe como. Não somos tão simples quanto nos esforçamos pra parecer...

[continua...]

segunda-feira, setembro 25, 2006

Loucos e Santos - Oscar Wilde

Esse cara é foda! Não é a toa que é uma das grandes influências do melhor letrista de lingua inglesa de todos os tempos, o Morrissey. Essa vai pro Robertão véio de guerra. Cheers Dude! :)


Loucos e Santos - Oscar Wilde

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.


I choose my friends not by their skin or other archetype, but by the pupil.
They have to have questioning shine and unsettled tone.
I'm not interested in the good spirits or the ones with bad habits.
I'll stick with the ones that are made of me being crazy and blessed.
From them, I don't want an answer, I want to be reviewed.
I want them to bring me doubts and fears and to tolerate the worst of me.
But that only being crazy.
I want saints, so they dount doubt differences and ask for forgiveness for injustices.
I choose my friends for their clean face and their soul exposed.
I don't just want a man or a skirt, I also want his greatest happiness.
A friend that doesn't laugh together doesn't know how to cry together.
All my friends are like that, half foolish, half serious.
I don't want forseen laughter or cries full of pity.
I want serious friends, those that make reality their fountain of knowledge, but that fight to keep fantasy alive.
I don't want adult or boring friends.
I want half kids and half elderly.
Kids, so they don't forget the value of the wind blowing on their faces and elderly people so they're never in a hurry.
I have friends to know who I am.
Then seeing them as clowns and serious, crazy and saints, young and old, I will never forget that 'normalcy' is a steril and imbecil illusion.

sábado, setembro 02, 2006